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martes, 3 de noviembre de 2015

Outubro Rosa - Novembro Azul, consciência o ano todo

Já faz parte do nosso cotidiano as campanhas de conscientização do Outubro Rosa (sobre o câncer de mama para as mulheres principalmente) e o Novembro Azul (sobre o câncer de próstata para os homens). Sabendo que ambas são responsáveis por um bom número de mortes a cada ano, vale a pena a prevenção, o cuidado e o acompanhamento médico desde os primeiros sintomas.


Sei que muitos fazem campanha com videos informativos, jornadas de conscientização e muita publicidade ao respeito. Tudo vale para o bem-estar daqueles que sofrem, e impedir mortes desnecessárias.

Mas, existem detalhes que podemos fazer o ano inteiro, porque a aparição do câncer não respeita data, sexo, crença ou condição social.

E desses pontos vamos falar brevemente:

Ênfase na vida do paciente

O que é mais importante, vender uma camisa da campanha ou criar cultura de prevenção?

É surpreendente como alguns tentam criar lucro ou fama com algo tão delicado: se auto-promovem, vendem mercância, e produtos, se esquecendo daqueles que morrem a cada ano por causa das duas doenças.

Ao relacionar o câncer de mama/próstata com um produto, destruímos a humanidade daquele que padece. Isso é inadmissível.

O portador sofre, e sofre muito. Além de ter o estigma de carregar um tumor, ele tem tratamentos altamente destrutivos como a quimo e a radioterapia. Cirurgias, estudos, biopsias, e muitas visitas ao médico. Ele perde sua privacidade e intimidade, e isso é muito constrangedor.

Agora, imagine uma pessoa, nesse estado, ser usado como modelo de marca ou garoto propaganda.

O que poderíamos dizer disso? Para mim, é repugnante. 

Cuidado com os familiares

Sempre fico admirado que os parentes dos portadores de câncer são colocados no escanteio como se não sofressem junto com seus seres queridos.

Você poderá me dizer que as dores são diferentes, e concordo. Mas isso não diminui a dor do outro.

Ele vê o outro recebendo doses de quimioterapia, radioterapia, cirurgias, observa as mudanças no corpo físico, e sem contar as emoções e anseios. Em ocasiões eles devem permanecer como uma montanha inabalável para ser o apoio do outro, mas quem assegura a ele? Quem se importa?

Uma campanha de conscientização que não se importa naqueles que estão ao redor daquele que padece a doença, passa a ser mercenário e manipulador.

Empatia na luta

A luta contra o câncer não é um reality show, é a luta pela vida dentro do próprio corpo da pessoa.

Não podemos pensar que isso deve ser motivo de cliques ou de fama, é um momento de tranquilidade, de focar tudo na melhoria do portador da doença, de acompanhamento.

Mas não com lástima, ele não é um coitado. Ele merece empatia.

Esteja junto, fale com ele, e 
não somente da doença. Pois eles também têm uma vida, família, amigos, sonhos, empregos, e muito mais para falar.

Acompanhe, ame, viva, ande junto, sem lástima, mas com alegria. Você pode fazer a diferença ao estar junto.

Esteja até o fim

Nem todos sobrevivem ao câncer, mas a família sim.

Esteja com a família depois de tudo. Para eles a morte não é o fim do sofrimento: a saudade, o cansaço, a fadiga que aparece; a vida pós-morte dos familiares é dura.

Se a pessoa sobrevive, saiba que ainda precisa de você.

Ele vai querer voltar a suas atividades, mas nem sempre poderá fazê-lo como antes, ou pelo menos vai te que esperar até recuperar as forças, e as vezes não voltam como antes.

O fim de tudo será quando a vida se normalize, e todos possam retomar suas vida com toda tranquilidade.

Eu sei disso muito bem

Tudo o anteriormente descrito não foi pego em lugar nenhum, são as conclusões da nossa caminhada quando a minha esposa detectaram um câncer há quase 10 anos.

Nenhum dos dois estava na faixa dos 30 quando o carcinoma apareceu. Não tínhamos recursos, mas o apoio da família foi fundamental.

Muitos "amigos" falaram que era algo que poderia ter vindo por causa de algum pecado, ou que ela não deveria fazer o tratamento tradicional, mas "alternativos" que davam resultados sem tanta dor.

Vi o cabelo dela cair, o desespero nas manhãs, a dor da quimioterapia, as viagens pelos remédios que precisava, as mudanças no seu peso e no descanso. Procurei ser o seu apoio e confidente, tentei não me poupar em nada por amor dela - e valeu a pena.

Mas, poucas pessoas me perguntaram sobre os meus sentimentos e forças. Admiravam-se porque ainda sorria e brincava, mas dentro de mim me desfazia em perguntas e questionamentos sobre a dor e a nossa capacidade de aguentar tudo. Mas, poucas pessoas se sentaram comigo para me pergunta como eu estava. A atenção estava toda nela, e ela com certeza precisava mais do que eu.

Os amigos que tivemos - que não foram poucos, mas também não muitos - estiveram conosco em todo momento, nos deram apoio e orações. Caminharam essa milha, e nos deram descanso.

Da mesma forma, há muitos anos atrás, acompanhei uma pessoa com câncer. Fiz com ele um trabalho pastoral de oração, leitura da Bíblia e acompanhamento. A família se mudou depois disso, e perdemos o contato posteriormente. Mas ele encontrou descanso em Deus aceitando que a morte seria inevitável, e preparou sua família para isso. Todavia, sempre penso que poderia ter feito mais pela família dele no tempo em que eles estiveram antes da mudança, mas era muito novo, infelizmente.

Uma palavra final

Se você quer se aderir na campanha da conscientização do câncer, eu recomendo que faça isso pensando mais naqueles que padecem do que na sua própria fama. Divulguemos a importância da prevenção, dos testes, das mamografias e ressonâncias, da visita frequente ao médico, da alimentação balanceada, de evitar os vícios, de ter uma vida sossegada e frutífera. Em fim, de viver plenamente.

Deus cuida das pessoas, e no seu amor nos deu uma família para amar, amigos para nos encorajar, e permitiu o desenvolvimento da ciência para nos ajudar. Viva cuidando dos outros sem esperar nada em troca. As experiências que temos são valiosas, vamos aproveitá-las.

Que Deus abençoe você!

jueves, 26 de marzo de 2015

Precisa ser violênta a polícia?

Você já viu uma abordagem policial "padrão filme" a um motoqueiro? Eu vi uma.

Há um dias presenciei uma abordagem policial numas das Avenidas da cidade, certamente foi algo rápido, e os policiais não tentaram criar um espetáculo com o acontecimento, mas fizeram.

A viatura estava na frente do nosso carro, e imediatamente pararam o veiculo para deter um motoqueiro, os dois policiais que saíram já estavam com arma na mão, e apontaram o rapaz, levando-o para a parede mais próxima.

Habilitaram a avenida, e seguimos o percurso sem olhar para atrás.

Foto representativa

Meu pai me falou uma vez da importância de portar uma arma com segurança, para ele a chave era não sair do carro com a arma na mão porque a possibilidade de ela "escorregar" e dar um tiro não intencionado são grandes. E se atingir alguém?

E isso ele me contou num dia em que a polícia da minha cidade nos abordou como bandidos, pelo fato de termos, naquela época, um carro importado!

Aquele policial que teve a grande "ideia" de querer subornar meu pai por causa do carro levou uma lição de manipulação de armas, e de como abordar um carro que não está infringindo a lei!

Uso desnecessário da força

Eu não vou defender o motoqueiro, ele poderia ser um traficante, um ladrão, ou simplesmente uma pessoa que foi confundida por outro. Mas, dai a sair duas pessoas armadas, no meio de uma avenida movimentada, numa hora da noite em que crianças poderiam estar nos carros, pode ser absolutamente desnecessário. Sabe quantas pessoas inocentes poderiam ter sido impactadas por uma bala nessa hora?

Creio que devemos pensar sobre a ação da polícia, nem sempre a violência deve ser a primeira opção na hora de abordar um cidadão. Acredito que o que aconteceu nos Estados Unidos umas semanas atrás em Ferguson e New York devem servir como exemplo aos oficiais que as pessoas não vão tolerar uma força policial que aplique a força porque ela se sente ameaçada.

Um oficial de polícia deve inspirar confiança na cidade, não exatamente o contrário.

As vezes, assistindo os jornais, penso se não estamos criando uma cultura de violência. Justificamos os ajustes de contas porque assim vão se acabando os bandidos, quando na verdade criamos uma escalada de violência sem medida.

Lembro de uma reportagem bem antiga (foi no meu período de seminarista) de vários jornalistas que foram para as favelas do Rio de Janeiro, para ver a vida dos bandidos e traficantes lá. E era de arrepiar como as ações policiais geravam mais ódio na população de traficantes. Crianças eram ensinadas a atirar contra policiais, e os chamavam dos "maus".

Sei que é um caso extremo, mas quantos inocentes foram mortos nos confrontos?

E eu não vou entrar a falar do meu país, porque o assunto fica extenso por causa da violência que tem na Venezuela.

Mas, se a situação amerita uma incursão armada, pois que seja bem planejada para evitar o mínimo de baixas na população civil e inocente. Mas nem sempre é assim.

Não vou dizer como deve ser feito, porque eu tenho certeza que se o instrutor estivesse na hora daquela abordagem, com certeza teria dado uma bronca aos policiais por uso de armas quando não havia necessidade.

Pensando em alternativas

A cultura violenta é uma consequência de uma educação mediócre e insuficiente. E que muitos problemas nas sociedades carentes podem ser resolvidos a longo prazo se os governos, sociedade civil e a empresa privada se unirem em função de estabelecer programas de desenvolvimento sustentável e educação. Envolvendo saúde, esporte, recreação, e educação.

Educar, não matar.

Formar, não destruir.

Repensar no modelo das cárceres que temos, que ao invés de reformar o detento para o bem da sociedade, se transformam em verdadeiras universidades do crime. Uma educação visando o ser se torna necessária, não somente ensinando-o a trabalhar, mas dando apoio emocional e espiritual, tentando descobrir as causas que levaram o indivíduo ao crime, e dando ferramentas que o ajudem a sair desse estado de miséria.

Humanizar as favelas, melhorando as condições de vida deles. Embora, em muitas situações, a saída seja deslocar as famílias por causa das condições do terreno (solo, fontes de água, possibilidade de desabar, etc.)

Por isso, devemos todos dar o nosso melhor. Vamos entrar na ação, e não simplesmente na retórica das palavras, sejamos agentes de mudança, da paz e do progresso da nossa cidade. Os nossos filhos merecem isso. Lutemos pela esperança!

E que Deus nos ajude.

jueves, 20 de febrero de 2014

Começa a construção – Neemias 3



Depois de ter animado o povo, e confrontar aos inimigos com sucesso, Neemias e os moradores de Jerusalém começaram a edificar o muro. De um capítulo onde só tem nomes, portas e torres, podemos aprender muito sobre liderança e esforço comunitário.

O trabalho se ensina pelo exemplo

Pessoas importantes trabalharam em conjunto com o povo para edificar o muro. Temos vários grupos

Os Sacerdotes – começando pelo Sumo Sacerdote


 (1)Então se levantou Eliasibe, o sumo sacerdote, juntamente com os seus irmãos, os sacerdotes, e edificaram a porta das ovelhas, a qual consagraram, e lhe assentaram os batentes. Consagraram-na até a torre dos cem, até a torre de Henanel.

Edificaram a Porta por onde entravam as ovelhas que seriam oferecidas como sacrifício ao Senhor, e consagraram a porta e o muro para continuar com o Serviço.

Levitas construindo – não cantando!


(17)Depois dele fizeram os reparos os levitas: Reum, filho de Bani,

Os levitas ajudaram nos reparos. A pesar que eles estavam ao serviço dos sacerdotes e das ofertas, eles tiveram a disposição de ajudar.

Mais sacerdotes


(22)Depois dele fizeram os reparos os sacerdotes que habitavam na campina;
(28)Para cima da porta dos cavalos fizeram os reparos os sacerdotes, cada um defronte da sua casa;
Mais sacerdotes ajudaram nos concertos e reparos.

O Ministério não é desculpa para não servir.

Para a construção do muro era necessário o esforço de todos, sem importar a condição social. Os sacerdotes se dedicavam exclusivamente ao ministério por mandato de Deus na Lei. Eles tiveram uma vida social e comunitária isolada, basicamente o contato com o povo era na hora do oferecer sacrifícios pelo pecado, e nas festas. Porém, aqui vemos que eles entenderam que as circunstâncias requeriam do esforço de todos. Eles literalmente tiraram as vestes sacerdotais para labutar junto com o restante do povo.

Mesmo assim eles não se esqueceram da sua função principal: eles dedicaram ao Senhor aquilo que fizeram, porque a labor deles estava ligada ao seu ofício.

Um ministro eficaz sabe que muitas vezes necessita se “sujar as mãos” para ajudar a outros.

Nossa dignidade no ministério não vai se perder se, eventualmente, ajudamos em prol da nossa comunidade, não era simplesmente construir um muro. Era edificar a proteção da cidade, a honra que outrora tinha, e fazer que a Glória de Deus fosse conhecida pela unidade do povo.

Não podemos pensar que o ministério nos torna tão “sagrados” que não podemos ajudar a outros.

Os líderes civis trabalharam junto com os outros


(9)Ao seu lado fez os reparos Refaías, filho de Hur, governador da metade do distrito de Jerusalém;
(14)A porta do monturo, reparou-a Malquias, filho de Recabe, governador do distrito Bete-Haquerem; este a edificou, e lhe assentou os batentes com seus ferrolhos e trancas.
(15)A porta da fonte, reparou-a Salum, filho de Col-Hoze, governador do distrito de Mizpá; edificou-a e a cobriu, e lhe assentou os batentes, com seus ferrolhos e trancas; edificou também o muro da piscina de Selá, do jardim do rei, até os degraus que descem da cidade de Davi.
(16)Depois dele Neemias, filho de Azbuque, governador da metade do distrito de Bete-Zur, fez os reparos até defronte dos sepulcros de Davi, até a piscina artificial, e até a casa dos homens poderosos.
(17)(...), e ao seu lado, Hasabias, governador da metade do distrito de Queila, por seu distrito;
(18)depois dele seus irmãos, Bavai, filho de Henadade, governador da outra metade do distrito de Queila.
(19)Ao seu lado Ézer, filho de Jesuá, governador de Mizpá, reparou outra parte, defronte da subida para a casa das armas, no ângulo.

Os líderes civis foram motivados por Neemias a deixarem suas casas, e se dedicarem a edificar. O exemplo deles foicom certeza determinante para o cumprimento da obra.

Até as mulheres ajudaram


(12)e ao seu lado Salum, filho de Haloés, governador da outra metade do distrito de Jerusalém, ele e as suas filhas.

O caso de Salum é interessante: comumente as mulheres não se envolvem em trabalhos de construção, mas estas filhas deram o exemplo de como deve ser o trabalho. Até porque teve uma pessoa que foi infiel ao chamado.

Alguns trabalharam sem a aprovação dos outros


(5)ao lado destes repararam os tecoítas; porém os seus nobres não meteram o pescoço os serviço do Senhor.

Desconhecemos as razões que levaram aos nobres de Tecoa a não querer ajudar na reconstrução, seja lá o que for, vemos que para os habitantes daquela cidade, valia a pena o esforço.

Não deixe que o Orgulho tome conta

Compreenda a importância de trabalhar por uma causa maior. Individualismo e egoísmo não podem ter o domínio do nosso coração. Lembre que antes da queda vem a arrogância (assim como está escrito no Livro de Provérbios).

Servir como líderes não deve ser um trabalho pesado, no final das contas, o nosso Mestre nos deu o exemplo de serviço em humildade: se quisermos ser líderes para esta geração, temos que aprender a servir, e a ensinar com o exemplo.

Deixemos de lado o exemplo dos nobres de Tecoa, e sejamos como os Sacerdotes e os Governadores.

Trabalhe Junto com o povo


(2)E junto a ele edificaram os homens de Jericó; também ao lado destes edificou Zacur, o filho de Inri.
(3)Os filhos de Hassenaá edificaram a porta dos peixes, colocaram-lhe as vigas, e lhe assentaram os batentes, com seus ferrolhos e trancas.
(4)Ao seu lado fez os reparos Meremote, filho de Urias, filho de Hacoz; ao seu lado Mesulão, filho de Berequias, filho de Mesezabel; ao seu lado Zadoque, filho de Baaná;
(6)Joiada, filho de Paséia, e Mesulão, filho de Besodéias, repararam a porta velha, colocaram-lhe as vigas, e lhe assentaram os batentes com seus ferrolhos e trancas.
(7)Junto deles fizeram os reparos Melatias, o gibeonita, e Jadom, o meronotita, homens de Gibeão e de Mizpá, que pertenciam ao domínio do governador dalém do Rio;
(8)ao seu lado Uziel, filho de Haraías, um dos ourives; ao lado dele Hananias, um dos perfumistas; e fortificaram Jerusalém até o muro largo.
(10)ao seu lado Jedaías, filho de Harumafe, defronte de sua casa; ao seu lado Hatus, filho de Hasabnéias.
(11)Malquias, filho de Harim, e Hassube, filho de Paate-Moabe, repararam outra parte, como também a torre dos fornos;
(13)A porta do vale, repararam-na Hanum e os moradores de Zanoa; estes a edificaram, e lhe assentaram os batentes, com seus ferrolhos e trancas, como também mil côvados de muro até a porto do monturo.
(20)Depois dele reparou Baruque, filho de Zabai, outra parte, desde o ângulo até a porta da casa de Eliasibe, o sumo sacerdote.
(21)Depois dele reparou Meremote, filho de Urias, filho de Hacoz, outra parte, deste a porta da casa de Eliasibe até a extremidade da mesma.
(23)depois Benjamim e Hassube, defronte da sua casa; depois deles Azarias, filho de Maaséias, filho de Ananias, junto à sua casa.
(24)Depois dele reparou Binuí, filho de Henadade, outra porte, desde a casa de Azarias até o ângulo e até a esquina.
(25)Palal, filho de Uzai, reparou defronte do ângulo, e a torre que se projeta da casa real superior, que está junto ao átrio da guarda; depois dele Pedaías, filho de Parós.
(26)(Ora, os netinins habitavam em Ofel, até defronte da porta das águas, para o oriente, e até a torre que se projeta.)
(27)Depois repararam os tecoítas outra parte, defronte da grande torre que se projeta, e até o muro de Ofel.
(29)depois dele Zadoque, filho de Imer, defronte de sua casa; e depois dele Semaías, filho de Secanias, guarda da porta oriental.
(30)Depois dele repararam outra parte Hananias, filho de Selemias, e Hanum, o sexto filho de Zalafe. Depois dele reparou Mesulão, filho de Berequias, uma parte defronte da sua câmara.
(31)Depois dele reparou Malquias, um dos ourives, uma parte até a casa dos netinins e dos mercadores, defronte da porta da guarda, e até a câmara superior da esquina.

Todos trabalharam, cada um no seu lugar, unidos, sem outra motivação que edificar. Eles entendiam que a sobrevivência dependia disso, aliás, a melhora na qualidade de vida começava pelo muro. Eles tinham que viver como povo de Deus, sob as promessas de vida se praticassem aquilo que agradasse ao Senhor. Eles teriam que dar todo o seu esforço para conseguirem isso, daí que o último verso do capítulo nos mostra que eles conseguiram encerrar o muro perimetralmente.

O trabalho foi em todo o perímetro do muro!

(32)E entre a câmara da esquina e a porta das ovelhas repararam os ourives e os mercadores.

Não importa o que fazemos, não temos desculpa para servir a Deus e ao próximo.


  • Não é desculpa se envolver demais no ministério.
  • Não é desculpa estar ocupado no serviço.
  • Nem muito menos não ter o apoio dos meus parceiros.
Temos que aprender a nos sujar na hora de servir ao Senhor. Temos que aprender a caminhar lado a lado, a praticar comunhão, a nos encorajar uns aos outros, a mostrar a graça e a vida que há em Jesus.

Pratiquemos o nosso serviço uns aos outros. Poderíamos não construir muros, mas sim restaurar vidas destruídas, relacionamentos rompidos, corações esmagados pelo pecado. Dar liberdade aos cativos nas trevas da ignorância. Somos chamados a transformações profundas, começando no nosso interior e transbordando a outros pela ação do Espírito de Deus.

O tempo é agora, quem está disposto?


viernes, 14 de febrero de 2014

Levantemo-nos, e edifiquemos! (II)



A semana passada falamos sobre o início da jornada de Neemias para Jerusalém. Agora que ele está na cidade para começar a reconstrução, vamos ver hoje as reações dos habitantes de Jerusalém, e dos inimigos da nação de Israel. Sem dúvida fazia parte do trabalho dele: animar o povo, e lutar contra os adversários.

A chegada a Jerusalém... Aparecem os Inimigos


(9) Então fui ter com os governadores dalém do Rio, e lhes entreguei as cartas do rei. Ora, o rei tinha enviado comigo oficiais do exército e cavaleiros.  (10) O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, ficaram extremamente agastados de que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel.

Neemias chegou com uma comitiva de oficiais e cavaleiros, com certeza deve ter sido impressionante ver isso! Um judeu vindo da capital para fazer o que? Ninguém sabia as razões que trouxeram Neemias até Jerusalém, mas uma coisa era certa: não era para descansar. Isso trouxe como resultado a manifestação dos inimigos.

 (19)O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesem, o arábio, zombaram de nós, desprezaram-nos e disseram: O que é isso que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?  (20) Então lhes respondi: O Deus do céu é que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos: mas vós não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém.

Inimigos antes do que os aliados

É surpreendente como os inimigos se levantam primeiro na hora de ter um projeto. Conformismo, controle, manipulação são algumas das armas que as pessoas usam para manter sob opressão a outros (mais na frente vamos ter as armas que os inimigos de Israel usaram para manter o desanimo no povo). Antes sequer de Neemias falar alguma coisa, já os inimigos perceberam que ele viria em favor dos filhos de Israel, o que quer dizer que eles sabiam que o tempo de domínio e opressão estava próximo a se acabar.

Repare que os inimigos são sutis, eles não falam abertamente, quando Deus levanta alguém para restaurar os humilhados, Satã levanta os inimigos para incomodar a obra do Senhor. E como veremos mais na frente, os inimigos são tanto externos como internos. Neste caso, são externos: um horonita (aparente da cidade de Horonaim, moabita) e um amonita (no verso 19 aparece Gesem, árabe)

Desagrado

A razão pela qual Sambalate e Tobias queriam faziam oposição a Neemias era por causa de ter alguém que procurasse o bem-estar da nação de Israel, não era inveja, era o desejo de não quer que ninguém apoiasse uma nação que já governou sobre seus povos na antiguidade.

As razões que leva as pessoas a não querer apoiar aos homens de Deus são diversas, porém quando o assunto é liberdade, uma das reações é o medo de perder os escravos.

Medo é uma das ferramentas mais eficazes para controlar, Faraó tentou fazer isso quando Moisés pediu para ele à libertação da nação de Israel: ele acrescentou tarefas e obrigou o povo a manter a produção, assim ele manteve os corações aflitos e dominados pelo medo. Ao ponto que os israelitas, após a liberação milagrosa, desejaram muitas vezes voltar à escravidão para não ter que passar fome ou lutar contra as adversidades.

Lutar contra a humilhação trará como consequência uma luta contra os líderes que oprimem o povo, no começo eles até que poderiam se tornar prestativos, quando na verdade estão tentando controlar o homem de Deus para que mantenha a situação assim como ela está, deixando eles no comando e obrigando o outro a se conformar com ser um simples sonhador.

Zombar e Desprezar

Uma das formas mais comuns para manter as pessoas humilhadas é o desprezo.

MarileiResmini fala o seguinte:

Pensando nesta definição em termos discursivos, entendo que o bullying materializa uma relação entre sujeitos que, numa relação de dominação e de forças, estabelecem as normas, as regras de uma relação de interlocução em que não há espaço para a refutação, para a argumentação, mas apenas para a violência – física ou psicológica – e para a dominação. Essa relação desigual pode ser percebida nas seguintes imagens de bullying, que nos revelam situações em que um grupo exerce a dominação sobre alguém que é alvo de agressão e de zombaria. Ou seja: materializam a humilhação como um processo e interlocução sem reversibilidade, sem troca de papeis entre os protagonistas do discurso.

O que faziam Sambalate e Tobias era bullying: humilhar o outro ao ponto de destruir a humanidade ao ponto de deixá-lo sem moral nem desejo de viver ou pensar: um ser que respira, mas não vive. No caso deles era do tipo bullying intimidativo, que é: “caracterizado pela depreciação e isolamento da vítima do convívio social.”

Neemias tinha dois inimigos: os externos, visíveis, seres humanos pensantes que sabiam o que faziam. Por outro lado o inimigo não visível, porém real e interno: as almas que sucumbiam sob um peso de humilhação e zombaria.

Resposta de Neemias

O verso 20 manifesta a segurança de Neemias, e ela não estava baseada no seu conhecimento de construção de muros, nem na sua habilidade como líder, muito menos nos recursos disponíveis que o rei poderia lhe dar. A fonte da sua segurança era Deus:

(20) Então lhes respondi: O Deus do céu é que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos: mas vós não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém.

A força das palavras de Neemias evidencia sua fé: ele estava em Jerusalém por causa do propósito de Deus com a cidade (não com ele), e o conteúdo dela é maravilhoso:

  • O Deus do céu é que nos fará prosperar: Deus como fonte de todo.
  • E nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos: seremos obedientes ao chamado divino, não ficaremos de fora, nem esperaremos por mais ninguém. Deus mais nós é maioria.
  • Mas vós não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém: como não eram israelitas, nem muito menos filhos de Benjamim e Judá, os inimigos não poderiam permanecer em Jerusalém. A herança do Senhor é só para os filhos, e não para os estranhos.

Isso poderia parecer chocante, mas é uma verdade: Deus tem um jeito de lidar com seus filhos, e outro para lidar com aquele que não é seu. Aconteceu com Faraó e Israel nas pragas, acontece quando vemos os benefícios do sacrifício de Cristo na cruz.

Eles poderiam falar o que queriam, mas suas opiniões não seriam ouvidas por Neemias, não tinham autoridade para isso.

Para o desprezo e a zombaria, um dos remédios é ignorar, e fixar a nossa realização em Deus e não em nós mesmos.

A nossa identidade não vem por aquilo que os outros falam de nós, vem daquilo que Deus diga que nós somos.

Discernir as inteções.

Um líder deve saber reconhecer quando um comentário vem com boas ou más intenções, muitas vezes as melhores idéias não são executadas por ouvir demais, outras vezes ocorre o contrário: idéias terríveis são desfeitas por saber ouvir. Daí a importância que a Bíblia dá ao fato de saber ouvir, e de saber escolher nossas amizades e conselheiros; nem todo mundo pode enxergar as coisas com objetividade (muitas vezes nem nós mesmos conseguimos isso), além disso, aquele que poderia dar um bom conselho um dia, poderia não ser o melhor para dar outro em outras circunstâncias (mesmo com boas intenções).

Saber escolher as amizades e conselheiros se torna uma tarefa difícil para o líder, isso não acontece recebendo os CV’s das pessoas, vem pela integridade, caráter e comprometimento com a visão do líder.

Veja como foi o Neemias com Jerusalém.

Observar antes de falar

As ações que tomou Neemias dão uma ideia do seu caráter e luta.

(11) Cheguei, pois, a Jerusalém, e estive ali três dias.  (12) Então de noite me levantei, eu e uns poucos homens comigo; e não declarei a ninguém o que o meu deus pusera no coração para fazer por Jerusalém. Não havia comigo animal algum, senão aquele que eu montava.  (13) Assim saí de noite pela porta do vale, até a fonte do dragão, e até a porta do monturo, e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam demolidos, e as suas portas, que tinham sido consumidas pelo fogo.  (14) E passei adiante até a porta da fonte, e à piscina do rei; porém não havia lugar por onde pudesse passar o animal que eu montava.  (15) Ainda de noite subi pelo ribeiro, e contemplei o muro; e virando, entrei pela porta do vale, e assim voltei.  (16) E não souberam os magistrados aonde eu fora nem o que eu fazia; pois até então eu não havia declarado coisa alguma, nem aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos demais que faziam a obra. 

Neemias queria saber pessoalmente o estado dos muros de Jerusalém, por isso percorreu a cidade à noite para confirmar as palavras de Hanani. O que ele viu confirmou as palavras do seu amigo, ao ponto de não ter lugar para andar com o animal em que montava (cavalo, burro, isso é irrelevante aqui).

O mais interessante de todo é que, até então, ninguém sabia o porquê ele estava em Jerusalém. Certamente ele ia reconstruir os muros, mas ele não sabia o estado deles, nem muito menos como seria feito isso. Precisava conhecer muito bem antes de agir.

Se desconhecer, não faça

Ter uma idéia é uma coisa, levar a cabo é outra. Podemos ter idéias e até poderiam ser bacanas, mas se não são estudadas e analisadas in situ de nada vale tudo o que pensamos.

Temos uma idéia mais clara daquilo que vamos fazer quando conhecemos pessoalmente o que vamos fazer, e não simplesmente projetamos no papel. Acontece muito isso na construção civil: o plano se vê precioso, e o relevo parece real, mas na hora de construir se percebe que alguns detalhes não foram estudados; ai muita coisa deve mudar para acabar a construção no prazo estipulado.
Jesus falou sobre a possibilidade que temos de fracassar por ter um planejamento ruim, e usou como exemplo uma pessoa que queria construir uma torre, e um governante que precisava saber se poderia lutar ou não contra o seu inimigo. Temos que aprender a colocar a fé no âmbito da razão: não é suficiente crer, temos que estudar e avaliar as opções, se Deus está com a gente, o planejamento terá sucesso.

Neemias procurava conhecer a fundo a situação real dos muros. Um líder, às vezes, precisará andar sozinho, na solidão da noite, para conhecer exatamente a situação dos seus liderados, e as circunstâncias que deve levar a cabo para o cumprimento. Isso não se faz no meio da multidão, nem muito menos na frente dos holofotes, é um trabalho de silêncio, entre Deus e ele, sondando as circunstâncias, e planejando os passos a seguir para o cumprimento da visão.
Um líder não é a solução dos problemas, na verdade ele é parte da solução.

O Projeto é revelado


(17) Então eu lhes disse: Bem vedes vós o triste estado em que estamos, como Jerusalém está assolada, e as suas portas queimadas a fogo; vinde, pois, e edifiquemos o muro de Jerusalém, para que não estejamos mais em opróbrio.  (18) Então lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, e bem assim as palavras que o rei me tinha dito. Eles disseram: Levantemo-nos, e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra. 

O resultado do percorrido que ele fez pelos muros de Jerusalém tem o mesmo resultado que Hanani viu naquela vez, com isso em mente Neemias fala com os líderes da cidade.

Um Diagnóstico sozinho não cura a doença

É normal você ouvir pessoas falando sobre a situação de uma cidade, vizinhança, igreja, família, etc. isso é a coisa mais simples deste mundo: todos sabem ver os problemas. Neemias sabia disso, e os anciãos também. Porém, ele usa o diagnóstico do problema como uma introdução ao projeto que ele ia apresentar a continuação.

Uma coisa é falar: “Bem vedes vós o triste estado em que estamos, como Jerusalém está assolada, e as suas portas queimadas a fogo, eu estou junto com vocês nesta tragédia, e convido a todos para uma reunião para deliberarmos sobre como vamos sair desta” como você pensa que acabaria essa reunião quando todos estavam tristes e deprimidos? Certamente não sairia nada concreto, com discussões intermináveis, e idéias que não teriam nada a ver com o projeto de Neemias.

O que Neemias fez? Ele apresentou um plano com um testemunho poderoso de como Deus levou ele desde Susã até Jerusalém.

  • Vinde: o convite para trabalhar juntos no projeto de Deus para Jerusalém. Não era O trabalho de Neemias, todos teriam que se envolver para ter sucesso. O mesmo princípio que vemos na Igreja com os ministérios: se todos trabalhamos juntos teremos sucesso, se não, todo reino dividido tende a cair.
  • Edifiquemos o muro de Jerusalém: está na hora de agir, acabou o tempo do choro e do lamento, vamos lutar juntos para reconstruir nossa cidade, reedificar os muros antigos, levantar as portas, restaurar a glória da cidade.
  • Para que não estejamos mais em opróbrio: tinham que deixar de ser a zombaria dos povos vizinhos, o Salmo 137 deve ser visto como passado, está na hora de construir o futuro em Deus.

A Reação do povo


Eles disseram: Levantemo-nos, e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra. 

Deus fortaleceu as mãos do povo, eles foram motivados pelas palavras de Neemias, e o testemunho dele.

Aprendamos de Neemias a sermos motivadores com a Palavra de Deus!

jueves, 6 de febrero de 2014

Levantemo-nos e Edifiquemos (I)




Semana passada, falamos do estado de humilhação em que se encontrava a nação de Israel, e particularmente Jerusalém, e como Deus despertou o coração de Neemias para se humilhar e orar a Deus pelos pecados da nação; da mesma forma pediu graça para fazer seu pedido ao rei.
Hoje vamos ver como se deu a conversa de Neemias com o rei de Persa, e os primeiros inimigos se mostrando na história.

O pedido de Neemias ao Rei Persa – o começo da Jornada.

O diagnóstico

Neemias 2:1-20

Sucedeu, pois, no mês de nisã, no ano vigésimos do rei Artaxerxes, quando o vinho estava posto diante dele, que eu apanhei o vinho e o dei ao rei. Ora, eu nunca estivera triste na sua presença.  (2)E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, visto que não estás doente? Não é isto senão tristeza de coração. Então temi sobremaneira.  (3)e disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não há de estar triste o meu rosto, estando na cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas pelo fogo?  (4)Então o rei me perguntou: Que me pedes agora? Orei, pois, ao Deus do céu,(5)e disse ao rei: Se for do agrado do rei, e se teu servo tiver achado graça diante de ti, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique.  (6)Então o rei, estando a rainha assentada junto a ele, me disse: Quanto durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu certo prazo.  (7)Eu disse ainda ao rei: Se for do agrado do rei, dêem-se-me cartas para os governadores dalém do Rio, para que me permitam passar até que eu chegue a Judá; (8) como também uma carta para Asafe, guarda da floresta do rei, a fim de que me dê madeira para as vigas das portas do castelo que pertence à casa, e para o muro da cidade, e para a casa que eu houver de ocupar. E o rei mas deu, graças à mão benéfica do meu Deus sobre mim. 
Lembre-se que no capítulo anterior Neemias 

1.       Sentou-se, porque não tinha como ter forças pelo estado do povo e da cidade.
2.       Chorou e lamentou por alguns dias. Repare que não foi somente naquele momento, foram vários dias de quebrantamento e dor.
3.       Jejuou e orou a Deus. Buscou em Deus a força para continuar.
Então, o quebrantamento na sua alma se refletia fisicamente (repare que no verso primeiro fala que ele nunca esteve triste antes na presença do rei), o que nós temos aqui é um homem que sabia manter suas emoções controladas até o dia em que ouviu o clamor dos filhos do seu povo.

Falamos a semana passada sobre a importância do quebrantamento, a dor por causa da humilhação dos outros, do sentimento que vem quando sabemos que os nossos irmãos sofrem as injustiças deste mundo. Da mesma forma refletimos sobre a ideia que Deus nos coloca em lugares específicos com a finalidade de abençoar outros, e não simplesmente para nos enriquecer e ter sucesso individual. Pois bem, aqui temos um homem importante, num momento importante para sua nação.

Veja a pergunta de Mardoqueu a Ester num momento de tensão:


Pois, se de todo te calares agora, de outra parte se levantarão socorro e livramento para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se não foi para tal tempo como este que chegaste ao reino? (Ester 4:14, ênfase meu)

Viver no tempo de Deus, saber agir quando Ele abre as portas, estar dispostos a caminhar quando Sua mão nos guia.

  • Da mesma forma que o povo de Israel no deserto, caminhava quando a nuvem se levantava.
  • Assim como Isaias quando viu a glória de Deus e foi chamado pelo Senhor a ser profeta.
  • Igualmente Jesus, que manda aos discípulos orar por obreiros para a seara, e imediatamente os encaminha a pregar o Evangelho.
Neemias orou a Deus sabendo que ele seria a pessoa escolhida para reconstruir os muros de Jerusalém. O cargo como copeiro do rei não era uma desculpa para recusar o chamado, na verdade o fato de ele estar ai era produto da Providência divina, que fez que ele ficasse perto do rei e que fosse um homem digno de confiança da corte real para ter a graça para ser encaminhado até Jerusalém, e da mesma forma solicitar recursos para a viagem (Que seria longa).

A chave do sucesso

O sucesso de Neemias perante o rei não fez dele uma pessoa arrogante, pelo contrário, ele reconhece a mão do Senhor em tudo (v. 8). Expressões de reconhecimento à bondade de Deus vão se repetir várias vezes no Livro, o que nos leva a pensar numa pessoa que compreende que, a pesar da sua sabedoria, eloquência e outras virtudes, ele entendia que a fonte de tudo é Deus, assim como Tiago escreveu séculos depois.

Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. (Tiago 1:16-17)
E Salomão escreveu sobre isso muito antes

Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. (Provérbios 3:5-6)
A chave do sucesso é Deus, agindo a favor do cumprimento dos seus propósitos, e não dos nossos.