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martes, 3 de noviembre de 2015

Outubro Rosa - Novembro Azul, consciência o ano todo

Já faz parte do nosso cotidiano as campanhas de conscientização do Outubro Rosa (sobre o câncer de mama para as mulheres principalmente) e o Novembro Azul (sobre o câncer de próstata para os homens). Sabendo que ambas são responsáveis por um bom número de mortes a cada ano, vale a pena a prevenção, o cuidado e o acompanhamento médico desde os primeiros sintomas.


Sei que muitos fazem campanha com videos informativos, jornadas de conscientização e muita publicidade ao respeito. Tudo vale para o bem-estar daqueles que sofrem, e impedir mortes desnecessárias.

Mas, existem detalhes que podemos fazer o ano inteiro, porque a aparição do câncer não respeita data, sexo, crença ou condição social.

E desses pontos vamos falar brevemente:

Ênfase na vida do paciente

O que é mais importante, vender uma camisa da campanha ou criar cultura de prevenção?

É surpreendente como alguns tentam criar lucro ou fama com algo tão delicado: se auto-promovem, vendem mercância, e produtos, se esquecendo daqueles que morrem a cada ano por causa das duas doenças.

Ao relacionar o câncer de mama/próstata com um produto, destruímos a humanidade daquele que padece. Isso é inadmissível.

O portador sofre, e sofre muito. Além de ter o estigma de carregar um tumor, ele tem tratamentos altamente destrutivos como a quimo e a radioterapia. Cirurgias, estudos, biopsias, e muitas visitas ao médico. Ele perde sua privacidade e intimidade, e isso é muito constrangedor.

Agora, imagine uma pessoa, nesse estado, ser usado como modelo de marca ou garoto propaganda.

O que poderíamos dizer disso? Para mim, é repugnante. 

Cuidado com os familiares

Sempre fico admirado que os parentes dos portadores de câncer são colocados no escanteio como se não sofressem junto com seus seres queridos.

Você poderá me dizer que as dores são diferentes, e concordo. Mas isso não diminui a dor do outro.

Ele vê o outro recebendo doses de quimioterapia, radioterapia, cirurgias, observa as mudanças no corpo físico, e sem contar as emoções e anseios. Em ocasiões eles devem permanecer como uma montanha inabalável para ser o apoio do outro, mas quem assegura a ele? Quem se importa?

Uma campanha de conscientização que não se importa naqueles que estão ao redor daquele que padece a doença, passa a ser mercenário e manipulador.

Empatia na luta

A luta contra o câncer não é um reality show, é a luta pela vida dentro do próprio corpo da pessoa.

Não podemos pensar que isso deve ser motivo de cliques ou de fama, é um momento de tranquilidade, de focar tudo na melhoria do portador da doença, de acompanhamento.

Mas não com lástima, ele não é um coitado. Ele merece empatia.

Esteja junto, fale com ele, e 
não somente da doença. Pois eles também têm uma vida, família, amigos, sonhos, empregos, e muito mais para falar.

Acompanhe, ame, viva, ande junto, sem lástima, mas com alegria. Você pode fazer a diferença ao estar junto.

Esteja até o fim

Nem todos sobrevivem ao câncer, mas a família sim.

Esteja com a família depois de tudo. Para eles a morte não é o fim do sofrimento: a saudade, o cansaço, a fadiga que aparece; a vida pós-morte dos familiares é dura.

Se a pessoa sobrevive, saiba que ainda precisa de você.

Ele vai querer voltar a suas atividades, mas nem sempre poderá fazê-lo como antes, ou pelo menos vai te que esperar até recuperar as forças, e as vezes não voltam como antes.

O fim de tudo será quando a vida se normalize, e todos possam retomar suas vida com toda tranquilidade.

Eu sei disso muito bem

Tudo o anteriormente descrito não foi pego em lugar nenhum, são as conclusões da nossa caminhada quando a minha esposa detectaram um câncer há quase 10 anos.

Nenhum dos dois estava na faixa dos 30 quando o carcinoma apareceu. Não tínhamos recursos, mas o apoio da família foi fundamental.

Muitos "amigos" falaram que era algo que poderia ter vindo por causa de algum pecado, ou que ela não deveria fazer o tratamento tradicional, mas "alternativos" que davam resultados sem tanta dor.

Vi o cabelo dela cair, o desespero nas manhãs, a dor da quimioterapia, as viagens pelos remédios que precisava, as mudanças no seu peso e no descanso. Procurei ser o seu apoio e confidente, tentei não me poupar em nada por amor dela - e valeu a pena.

Mas, poucas pessoas me perguntaram sobre os meus sentimentos e forças. Admiravam-se porque ainda sorria e brincava, mas dentro de mim me desfazia em perguntas e questionamentos sobre a dor e a nossa capacidade de aguentar tudo. Mas, poucas pessoas se sentaram comigo para me pergunta como eu estava. A atenção estava toda nela, e ela com certeza precisava mais do que eu.

Os amigos que tivemos - que não foram poucos, mas também não muitos - estiveram conosco em todo momento, nos deram apoio e orações. Caminharam essa milha, e nos deram descanso.

Da mesma forma, há muitos anos atrás, acompanhei uma pessoa com câncer. Fiz com ele um trabalho pastoral de oração, leitura da Bíblia e acompanhamento. A família se mudou depois disso, e perdemos o contato posteriormente. Mas ele encontrou descanso em Deus aceitando que a morte seria inevitável, e preparou sua família para isso. Todavia, sempre penso que poderia ter feito mais pela família dele no tempo em que eles estiveram antes da mudança, mas era muito novo, infelizmente.

Uma palavra final

Se você quer se aderir na campanha da conscientização do câncer, eu recomendo que faça isso pensando mais naqueles que padecem do que na sua própria fama. Divulguemos a importância da prevenção, dos testes, das mamografias e ressonâncias, da visita frequente ao médico, da alimentação balanceada, de evitar os vícios, de ter uma vida sossegada e frutífera. Em fim, de viver plenamente.

Deus cuida das pessoas, e no seu amor nos deu uma família para amar, amigos para nos encorajar, e permitiu o desenvolvimento da ciência para nos ajudar. Viva cuidando dos outros sem esperar nada em troca. As experiências que temos são valiosas, vamos aproveitá-las.

Que Deus abençoe você!

jueves, 25 de junio de 2015

Não perca as oportunidades!


Vemos pessoas tentando encontrar um sentido a sua existência. E na medida em que tentam alternativas, parecem que a vida vai se esgotando, e as forças fraquejam a cada momento.

E, embora possa parecer desalentador, a procura pela vocação leva grandes dosagens de desapontamentos. Porque precisamos nos esvaziar das nossas ilusões para encarar a realidade da nossa vida.

Não vivemos para nós mesmos.

É claro que gostaríamos de ter a capacidade de aquele que admiramos, ou pelo menos a habilidade que fulano tem para influenciar outras vidas, ou ter aquela oportunidade que o camarada da TV teve, e por essa trilha do desânimo andamos, sem olhar as oportunidades que temos ao nosso redor.

Vencer as ilusões da nossa mente é um grande passo para nossa identidade e vocação. Saber que a fama e a glória não vem pelo desejo, nem é para todos, pode nos ajudar a ter a cabeça fria na hora de decidir o direcionamento da nossa vida.

Em uma conversa com jovens do Colégio, um deles falou que queria estudar uma carreira de trouxesse muito dinheiro. Eu falei que isso é tolice, tem coisas que valem mais do que o dinheiro, e que mais cedo do que tarde ele se arrependeria se fizer isso.

Conheço pessoas que se arrependeram do sucesso que tiveram economicamente, mas que nunca trouxe a eles a realização de ter corrido atrás dos seus verdadeiros sonhos e desejos.

Se, como filhos de Deus, acreditamos que Ele tem um propósito para nossas vida, e que esse propósito é maior do que podemos pensar ou sonhar, então entendemos que a nossa vida não é feita para alcançar aspirações egoístas. Vivemos para Glória de Deus, e isso deve fazer toda a diferença na nossa caminhada.

Viva as oportunidades, aproveite a ocasião apresentada na sua frente, aceite o desafio. Se continuar pensando naquilo que deveria fazer, vai chegar na velhice sem ter feito nada significativo. E isso inclui estender a mão ao caído, abrigar o nu, alimentar o faminto, encorajar, animar, exortar, consolar, abraçar, sorrir, falar do coração de Deus aos corações dos homens, revelar Cristo na caminhada, servindo com alegria e singeleza de coração.

O que está esperando para marcar a diferença agora? Aproveite as oportunidades que Deus coloca na sua frente para você marcar a diferença.
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. (Eclesiastes 9:10)
Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus. (Efésios 5:15-16)
Sal da terra e luz do mundo. Pense nisso sempre.

Que Deus te abençoe!

miércoles, 17 de junio de 2015

Vocação, a palavra que não está em alta!


Sou testemunha do esforço das Organizações Missionárias e dos Seminários na hora de captar vocacionados para o serviço ao Senhor de forma integral. Como Diretor Acadêmico do Seminário Batista do Norte de Minas, tentamos caprichar na divulgação da Instituição como uma alternativa de preparo para o vocacionado; como Pastor sei do esforço da JMN, JMM, e Missões Estaduais da CBM para chamar obreiros ao campo. Mas, sem querer parecer pessimista, os resultados nem sempre são os desejados.

O que está acontecendo

Isto me leva a pensar em vários fatores que surgem como contra-mão à vocação, me permita algumas causas que eu tenho visto no meu curto período de vida ministerial a tempo integral:

  • Materialismo e Consumismo como estilo de vida: Somos valorizados por aquilo que temos e não pelo que somos, o que traz problemas na hora de não estar à moda nos dias de hoje.
  • Falsa Espiritualidade: temos uma geração de pessoas que estão lendo muita teologia sem espiritualidade, o que está criando um novo crente legalista, que vive segundo aquilo que lê, mas que o seu relacionamento com Deus está distante e apagado. Para eles, trabalhar com crentes e para crentes é o fim da existência e se esquecem do chamado de Deus para alcançar o mundo.
  • Ênfase no dualismo na Grande Comissão: estão aqueles que ofertam e oram, e os que são enviados ao Campo. Isso é um erro gritante, porque todos fomos chamados a cumprir a Grande Comissão pregando o Evangelho. Além disso, como ouvirão se não há quem pregue? (Romanos 10)
  • Igrejas que esquecem atividades evangelísticas: muitos eventos dentro das quatro paredes do Templo criam comodismo e uma falsa sensação de serviço dos crentes. Na medida em que a Igreja se afasta da Comunidade, vai perdendo sua essência de luz e sal.
  • Apatia para servir: se tem mais um pensamento de paternalismo eclesiástico, as pessoas se congregam para receber e não para serem capacitados a compartilhar.
  • Falta de pregação e ensino sobre vocação: ela se limita exclusivamente a Momentos Missionários, Atividades especiais e formaturas dos Seminários. Esta mensagem é de suma importância, ao ponto que sem um despertar dos vocacionados a Igreja pode perder sua liderança num período de 10 a 15 anos.
  • Lideranças que não desejam a formação de ninguém para evitar ameaças.
  • Crentes magoados e decepcionados com a liderança das suas Igrejas.
  • Desejo de progresso individual acima dos interesses do Reino de Deus.
  • Pouco ensino sobre o Ministério Bi ocupacional "fazer tendas".
  • Deus ausente dos Cultos e da Vida diária.
  • Desconhecimento do significado de vocação e ministério, limitando o sentido do termo a atividades ministeriais eclesiásticas, e não aplicado à vida diária.

O que podemos fazer


Escolher uma vocação - seja lá qual for - é um processo que começa em Deus.

Ele nos criou com um propósito Eterno nele, quer dizer, toda habilidade a nós concedida tem como firme propósito Glorificar ao Único que merece toda Honra e Majestade. Temos que reconhecer que nada do que temos nos pertence, porque todo foi dado por Ele e para Ele.

Como isso em mente, entendemos que não existe distinção entre secular-religioso ou sagrado-profano. Tudo pertence a Deus, e tudo é feito para Deus. Ou como Paulo falou "façam tudo para Glória de Deus".

Vocação, chamada, habilidade, talento, você e eu podemos chamar isso com o nome que achemos mais bonito, mas a verdade é que a origem está em Deus, e a Ele prestaremos conta daquilo que recebemos da sua mão.

Desembrulhar a vida pode não ser uma tarefa fácil se olharmos simplesmente o fator monetário ou fama. Mas se nós entendermos que a vida é além do material, o proveito será maior. Se a isso acrescentamos o fato de entender que quando servimos ao próximo prestamos um Culto ao Senhor, a perspectiva da nossa vocação se potencializa. Tendo como resultado uma qualidade do nosso trabalho porque o nosso chefe é Deus, procuraremos sermos justos e equitativos na hora de administrar os recursos, e seremos testemunhas fiéis do Senhor onde estivermos. 

Nosso lugar no tempo e no espaço será o nosso Campo missionário, e muitas pessoas poderão conhecer Cristo através da nossa vida e palavras. 

Entenderemos que o preparo é importante perante os desafios do mundo hoje, então o Seminário será parte do nosso Currículo acadêmico, assim como é o Curso Profissionalizante ou o Mestrado, porque todos nos preparam para a vida.

Os que tenham vocação para o Ministério integral não terão problema em assumir o Compromisso se entendermos o Serviço como razão e propósito de existência.

As pregações se tornarão mais simples e diretas neste aspecto. Acredito que capacitar pessoas para a vida, e a vida ser vista como um ministério dado por Deus deve ser a chave do sentido da vocação hoje, um pensamento contrário a isto pode fomentar a alienação que temos com a sociedade.

Promover vocacionados a missões, principalmente naqueles que tem uma profissão para serem bi ocupacionais no mundo. Fomentar o intercâmbio entre outras frentes de trabalho e despertar o espírito missionário nas Igrejas, eliminando o dicotomismo secular-sagrado ou ofertar - enviar. Temos que parar com isso!

Conclusão

Sempre haverá esperanças de mudanças, e eu acredito piedosamente nisso. Basta nos dispor a cumprir o nosso papel como Igreja de Cristo, sendo luz e sal no meio da sociedade, e fazendo de tudo para anunciar o Evangelho até os confins da terra.

Porque todos somos vocacionados!

jueves, 21 de mayo de 2015

Mais viver, menos sentir!

Somos uma geração que gosta das experiências sensoriais.

Um abraço apertado, um olhar misericordioso, um gesto de carinho, a sensação de estar em paz com os outros. O ser humano hoje quer, não simplesmente saber, mas "sentir" que está perto dos outros.

O mesmo caso aplica-se à experiência com Deus.

A expressão de Paulo que andamos pela fé, e não pelo que vemos está sendo colocada a um lado por uma nova frase: andamos pelo que sentimos e não pelo que vemos.

Vou me explicar melhor.

Se eu falasse para você que escolhesse uma música para o tempo de louvor, qual seria?

  • Uma que falasse de uma experiência com Deus.
  • Uma que usasse a Bíblia para explicar uma doutrina.
Possivelmente escolheríamos a primeira, porque a pregação cumpre o papel da segunda.

Outra situação, na hora de qualquer apelo desde o púlpito, qual fala mais a você?
  • Se você sentiu que esta mensagem....
  • Se você entendeu que esta mensagem...
Há uma diferença entre o uso da razão e dos sentimentos na hora de expressarmos a nossa fé. O sentimento pode nos constranger, mas nunca vai nos dar a convicção daquilo que queremos crer. As emoções são tendenciosas e não são objetivas.
  • Pedro, pelo calor do momento, falou para Jesus que ele seria fiel até a morte, dias depois, chorou amargamente por ter negado o Mestre.
  • Davi, sempre emotivo, não se conteve quando viu Bat-seba tomando banho.
  • Sansão não hesitou em ter relacionamentos afetivos com mulheres não israelitas.
Que diferença com aqueles que tiveram firmeza nas suas convicções, e não nas suas emoções.
  • O mesmo Pedro, confrontou os fariseus quando ameaçaram ele por falar de Jesus.
  • José não se abalou perante a mulher de Faraó, nem nas adversidades.
  • Paulo nunca questionou a natureza da sua vocação apesar das perseguições.
Todos podemos nos emocionar quando vemos Deus agir, é impossível não conter os sentimentos quando adoramos o nome do Santo de Israel. Mas dai a pensar que teremos a certeza da presença do Senhor na nossa vida quando o "sentimos" ou somos "abraçados" por Ele, reduzimos a nossa fé a um mero sensor anti-sísmico, ou a um vento que nos arrepia.

Pergunte a Elias, quando esteve no Sinai, onde foi que ele viu Deus nessa hora.

A fé fortalece a nossa razão, nos permite acreditar num Deus que se revelou a nós na pessoa de Cristo, e que deixou testemunho na sua Palavra de tudo o que precisamos para viver.

Vivamos na convicção daquilo que cremos, e não naquilo que sentimos, afinal, o coração do homem é enganoso e perverso.
Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo. (Romanos 10:17)

(porque andamos por fé, e não por vista); (2 Coríntios 5:7)
Ora, temos o mesmo espírito de fé, conforme está escrito: Cri, por isso falei; também nós cremos, por isso também falamos, (2 Coríntios 4:13)
 Que Deus abençoe você

jueves, 30 de abril de 2015

Meditando nas nossas prioridades


Todos sonhamos com algo, mas como pôr em ordem todo o que desejamos?

Somos especialistas em fazer a primeira coisa que vier na nossa mente ao começar o dia. Ou gostamos que outros façam a nossa agenda, para ser simplesmente colaboradores ou operários, mas deixando a nossa criatividade e produtividade de lado.

O simplesmente, não fazemos nada, nos deixamos levar pela vida como a folha no meio da correnteza do rio. Esperando que as águas nos levem sem esperar nada dela.

E os anos vão passando, ficamos velhos, olhamos pela janela do tempo e nos lamentamos por não sermos aquilo que queríamos quando crianças. E começam as dúvidas, os questionamentos, as amarguras, os comentários cheios de rancor; culpamos outros das nossas limitações, nos afastamos dos amigos porque somos objeto de zombarias, e nos sentimos inferiores por termos permitido isso.

A vida vai continuando sua caminhada, ela não para, nós que achamos que ela está quieta.

Essa é uma grande mentira.

Precisamos começar a planejar a nossa vida. Pensar naquilo que queremos, e como vamos alcançá-lo. Esperar que mudanças aconteçam sem esforço é tolice. Precisamos sair do nosso sonho.

E dai, já sabemos o que queremos, e como vamos chegar lá?

Estabelecendo Prioridades.

Se você já tem o que quer, tem que fazer a seguinte pergunta:

Vai valer a pena o esforço?

Porque se você lutar por algo que você vai se arrepender depois, pense bem se vale a pena.

Porque tem coisas que achamos que merecem um esforço, só que no final, a dor será maior do que o prazer.

O que pretende fazer na sua vida? Já estabeleceu suas prioridades?

  • Você estabelecer sua carreira profissional como uma prioridade. E depois o que? Com quem você vai viver suas dores e problemas? Quem vai se alegrar com você quando tudo for bem? A quem você deixará o seu legado?
  • Você quer formar uma família, e já sabe como vão viver? Onde? Com quem?
  • Você quer ser um ativista, quer mudar o mundo, já tentou mudar você mesmo?
  • Você deseja conhecer o mundo, e já pensou em conhecer ainda mais os seus amigos? Já abraçou alguém hoje?
  • Você deseja ser uma boa pessoa, já está em paz com Deus?
Gostamos de tudo o que nos possa dar prazer, mas nos esquecemos das prioridades da nossa existência. O prazer não vai trazer a paz, nem muito menos a garantia de uma vida sossegada e em sintonia com Deus. 

Precisamos voltar a Deus, Àquele que nos criou, que nos deu o fôlego de vida, nele podemos sim estabelecer prioridades básicas da nossa caminhada. Dessa forma, poderemos ver como o tempo caminha conosco, não olhando mais os nossos sonhos, mas a vontade de Deus. Fazendo isso, podemos sim ter a realização da nossa própria existência, porque não será mais aquilo que eu quero, mas o que Ele quer.

Refaça suas prioridades, coloque as prioridades de Deus acima das suas. Lembre das palavras de Jesus

Buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas (sustento, abrigo, necessidades básicas da existência) vos serão acrescentadas.
Que Deus abençoe você!



viernes, 10 de abril de 2015

A volta ao essencial



Hoje o mundo vive uma evolução constante.

Tudo se transforma, é melhorado, parece que a capacidade de invenção do ser humano não tem fim.

Vivemos numa realidade que não nos permite desfrutar daquilo que compramos: as modas mudam rapidamente, o carro já não tem os equipamentos dos novos, o aparelho eletrônico se tornou obsoleto em seis meses, a nova edição do livro traz mais informações.

A carreira pela atualização nos torna mais consumidores, e menos humanos.

Alguns movimentos desejam que essa dinâmica mude, o problema é que o sistema nos empurra à novidade, e os bons desejos acabam sendo afogados pela realidade.

Com a mensagem do Evangelho, a situação tem sido mais ou menos igual.

Muitos tem inventado "modas" para tornar o Evangelho mais atraente para o público. Novas abordagens, novas maneiras de pregar ou expor o texto, inovar nos cultos, e outras manifestações de uma mensagem que parece que sofre o desgaste dos anos.

E devemos nos perguntar se é a mensagem que precisa mudar, ou somos nós os que precisamos mudar segundo o pensamento dela?

A simplicidade do Evangelho foi uma das razões que fizeram ela tão cativante no período do Império Romano: era difícil não ser atraído pelas palavras de Jesus, o amor entre os discípulos, o zelo por evangelizar e formar os novos convertidos, a prontidão para largar tudo e levar a mensagem onde ainda não tinha testemunho, a ajuda aos desamparados dentro da comunidade, e muitas outras virtudes que diminuíam os problemas existentes entre eles.

E isso porque tinham um alvo maior: levar a mensagem de Cristo até os confins da terra.

Paulo falou que agradou a Deus salvar o mundo pela loucura da pregação, da mesma forma enfatizou que a mensagem dele não foi baseada na sabedoria nem na eloquência deste mundo, para que a cruz de Cristo não se tornasse vã (1 Corintios). Pedro escreveu que as pisadas de Cristo são o nosso exemplo de vida, que inclui o sofrimento e perseguição pela nossa fé (1 Pedro). João escreveu que a manifestação pública da nossa fé é o amor que temos uns pelos outros (1 João). Para Tiago, somos cristãos se ajudamos os pobres e os órfãos (Tiago). O autor de Hebreus pede que não deixemos de fazer o bem;  e assim por diante.

Um Evangelho simples, prático, que precisa de mais disposição e menos burocracia.

Um Evangelho que não precisa de uma formação apurada para saber o que fazer, que depende do direcionamento do Espírito Santo em tudo o que vamos fazer.

Um Evangelho que ama, cuida e se importa pelos outros. Incluindo o corpo e o espírito do ser humano.

Um Evangelho que esquece os modismos, porque entende que a mudança nasce no interior do ser humano, e que qualquer esforço humano vai gerar cristãos carnais.

Um Evangelho que, acima de todo, tem a Cristo Jesus como Senhor, é Teocêntrico, e vive em função da Glória de Deus.

Um Evangelho que volta ao essencial, ao eterno, e não ao passageiro e transitório que é o nosso mundo.

Vivamos o Evangelho de Jesus Cristo, da justiça de Deus que pune o pecado, da graça de Deus que envia Cristo como propiciação pelos nossos pecados, do perdão que temos no sangue derramado no Calvário, da vida eterna para todo aquele que crê, da esperança na ressurreição e na Sua Segunda Vinda.

Voltemos ao essencial!

lunes, 6 de abril de 2015

Venha a nós o teu Reino!


A escatologia existe para nos dar esperança. Foi por causa da paroussia de Jesus que os discípulos permaneceram firme na fé a pesar da perseguição do Império Romano. E ao longo dos séculos, cristãos foram encorajados e animados ao saber que as aflições presentes são iguais a nada se comparados com as riquezas no céu.

Sem esperança, somos nada.

Esperança que nasce na certeza da ressurreição de Cristo, ou como o apóstolo Paulo escreveu: "se Cristo não ressuscitou, a nossa fé é vã" (1 Coríntios 15). E, aos Romanos disse que se o Espírito Santo levantou Cristo dentre os mortos, então Ele também ressuscitará os nossos próprios corpos mortais, porque Ele habita em nós (Romanos 8).

Esperança que se mantém firme na promessa da Segunda Volta de Cristo, a paroussia proclamada por Ele mesmo, e reforçada pelos apóstolos nas suas pregações e cartas.

Esperança que também se reforça no conceito que Jesus dá ao Reino de Deus.

E Jesus fala do Reino de Deus como algo presente e futuro. E é claro que desde o ponto de vista da eternidade está bem esclarecido, mas se acrescentamos o nosso tempor cronológico, o conceito fica difícil de compreender. Até que lhe damos um caráter escatológico.

Com Jesus, o Reino de Deus se torna "presente" a todos, porque o Rei dos Reis faz ato de presença nos domínios terrenais. E não somente se apresenta, Ele faz a obra redentora do ser humano, para que todos possam - pela fé - se tornarem filhos de Deus.

O Reino de Deus está presente para salvar ao ser humano. Para restaurar a criação, e levá-la a um estado melhor do que no princípio dos tempos.

Para isso, Ele deu sua vida em resgate de muitos, para todo aquele que queira ser salvo, e passar do estado de morte espiritual, a uma vida eterna.

Mas o Reino de Deus não é somente para salvar a alma do ser humano. O Reino de Deus se importa com o ser humano integralmente. De tal forma que Jesus cura doentes, ressuscita mortos, multiplica pães e peixes, levanta paralíticos, e oferta aos pobres. E Ele fez isso não para criar uma revolução social, mas como sinais da restauração que Ele quer fazer no ser humano.

Não há show nas atividades de Jesus, não há uma rede de divulgação das suas atividades, Ele não quer que as pessoas saibam disso. Sabem por que? Porque as atividades sociais importam, mas não eram a prioridade. Ele mesmo falou que o Filho do Homem veio a buscar e salvar àquele que estaba perdido, Ele veio pelo doente, desprovisto de toda ação de bondade por causa do pecado.

Não se engane, Jesus veio para salvar o homem do Juízo Divino. O restante é secundário e fora do ensino Bíblico.

Se alguem pensa que o Reino de Deus é algo que pode ser visível HOJE, deve simplesmente ler João 5 e 6 na cena da multiplicação dos pães, e o desejo do povo de torná-lo rei. Da mesma forma, uma lida na discussão de Jesus com Pilatos trará mais luz ao tema.

Agora, o Reino de Deus também é futuro, escatologia futura para nos dar uma esperança segura e firme: A definitiva derrota sobre o mal, o Juízo Final sobre o diabo, os demônios e os injustos trará como resultado novo céu e nova terra, onde todo vestígio do pecado será removido, e desfrutaremos de uma vida plena em Deus.

Ai, não haverá choro, nem pranto, nem dor, nem injustiças nem coisa semelhante.

Esse é um dos dias mais desejados por todos os que choramos as injustiças deste mundo.

A Segunda Vinda de Cristo trará a consumação do Reino de Deus neste mundo.

A Escatologia nos dá esperança. O Reino de Deus, que já opera no meio de nós, será establecido com Poder na Segunda Vinda Gloriosa de Cristo, vindo das nuvens com glória e majestade. Não é para simplesmente nos dar alegria no meio da dor. Assim como Ele veio, morreu, ressuscitou, e ascendeu aos céus, da mesma forma Ele voltará!

Ô que glorioso dia!
 
Por isso, Jesus nos ensinou a orar ao Pai para que o Reino de Deus seja estabelecido neste mundo, da mesma forma como esse Governo é estabelecido nos céus. A justiça perfeita, a Soberania de Deus na sua plenitude, sem pecado que interfera; a Glória de Deus enchendo tudo, e todos nós prostrados perante Sua Majestade.

Não há como agora, não dizer como Jesus falou no Pai-nosso:

Venha a nós o teu Reino, sim Vem Senhor Jesus!

Amem.

martes, 17 de marzo de 2015

A hora da mudança


Assisti os protestos por televisão - ou pelo menos aquilo que transmitiram - e, na tranquilidade do meu lar, pensei sobre a consciência cidadã que devemos ter todos os que vivemos no Brasil.

Os protestos fazem parte do jogo democrático da sociedade, uma forma de manifestar a inconformidade com as políticas do Governo, e lembra aos mandatários que o Poder existe para servir a uma nação, e não aos próprios interesses. Acredito que o melhor de tudo foi o civismo apresentado em todo tempo (e falo também da marcha da sexta-feira também), da tranquilidade, e que a polícia não teve que intervir, o que fala do amadurecimento das pessoas com o quesito da paz na hora de expressar suas opiniões.

Não quero entrar nas decisões que virão nestes dias para o Governo Federal, nem naquilo que farão os que planejaram as marchas. Mas, eu gostaria de falar sobre as mudanças no nosso comportamento, que com certeza podem falar mais alto do que qualquer protesto.

Por acreditar na democracia como o melhor sistema de governo, defendo os protestos, as marchas, e toda manifestação cívica que seja para chamar a atenção do governo de turno, sem importância a bandeira que levantem, nem os motivos, porque a liberdade de pensamento está garantida na Constituição e nos Direitos do Homem. Porém, os protestos podem ser enganosos porque manifestam algo que é inato ao ser humano: a hipocrisia.

Brigamos e exigimos algo que muitos ainda lutamos por alcançar: ética e moralidade. Cobramos aos políticos um estilo de vida que, na prática, não cumprimos. Quantos sonegamos os nossos impostos? Ou pior, quantos de nós esquecemos de jogar o lixo na lixeira porque alguém é pago para isso? O que se passa pela nossa cabeça quando jogamos comida ao lixo porque compramos demais? Quando lutaremos até a morte contra os nossos vícios? Por que valorizamos o espertinho acima do trabalhador? Quando será o dia em que o progresso do país estará acima do nosso sucesso pessoal?

Para vencer a corrupção, lutar a favor do direito do pobre e cobrar por políticas públicas de qualidade, precisamos mudar primeiramente a nossa vida. Sei que já é um jargão, mas hoje deve ser uma realidade. Refletir sobre nossas escolhas diárias, para não errar nas transcendentais. Agir de maneira responsável, assumindo os erros, e concertando-os se necessário; sermos justos com os despossuídos, e trabalhar sem procurar o ganho desmedido; pagar o salário justo, e não reter o imposto; enfim, viver aquilo que cobramos das nossas autoridades.

Se vivermos de forma responsável, com certeza saberemos escolher os nossos representantes no Poder. E teremos um Brasil melhor.

Embora estrangeiro, temos como família apostado no futuro do Brasil. Da mesma forma, desejo que todos possamos lutar pelo bem desta nação, e que não se perca uma geração por causa da negligência de todos.

E falando de mudança de vida, como não pensar na nossa eternidade. A verdadeira mudança começa no interior do ser humano, no seu relacionamento com o Seu Criador e Senhor. Na restauração que veio com Cristo Jesus, quem morreu na cruz para que, crendo nele a arrependendo-nos dos nossos pecados, tenhamos vida eterna, novidade de vida. E possamos então ter uma vida que agrada a Deus, em retidão e santidade. E numa vida rendida aos pés do Senhor, com certeza mudaremos o Brasil.

Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que ele escolheu para sua herança. (Salmos 33:12)

Vamos mudar o Brasil! Vamos começar por nós mesmos.

martes, 3 de febrero de 2015

Um Homem com Propósito


Moisés foi um homem que teve uma infância difícil: Com uma lei que sentenciava a morte as crianças hebréias, ele foi preservado pelos seus pais por três meses quando não poderam mais esconde-lo. Assim, é colocado num cesto impermeabilizado, e posto no rio Nilo para ver quem teria compaixão dele. Deus cuidou dele quando a filha de Faraó o adotou... e entregou o menino de volta para sua mãe biológica para que o criasse.

Assim, Moisés não começou sua jornada vivendo dentro do Palácio. Foi criado pela sua mãe, e possivelmente instruído nas promessas dadas por Deus a Abraão, Isaque e Jacó. Anos depois, foi morar com a família de Faraó no Palácio, e aprendeu a cultura e os modos da realeza.
Quarenta anos depois, Moisés, sabendo que era um homem de duas culturas, rejeita a cultura de adoção, e procura se aproximar dos seus irmãos hebreus. Como uma forma de mostrar sua identificação com o seu povo, mata um egípcio que oprimia a um israelita. Porém, esse povo israelita estava muito desmoralizado para aceitar uma pessoa como Moisés, e ele precisava ainda entender que os caminhos do Senhor não são iguais aos nossos. Moisés tinha que deixar tudo para ir a um encontro verdadeiro com Deus.

Moisés foge do Egito e se refugia na terra de Midiã, onde conhece a Ziphora, que se tornaria sua mulher, e mãe dos seus filhos. Por outros quarenta anos foi pastor de ovelhas (atividade rejeitada pelos egípcios) e cuidou da sua família. Aprendeu a viver nas condições extremas do deserto: calor de dia e frio de arrepiar à noite. Mas, acima de tudo, estava na escola de Deus. Formando o seu caráter, e mudando o coração de um guerreiro para um coração de pastor. Não mais quem oprime, mas alguém que apascenta.

E numa sarça, Deus se revela ao seu instrumento, manifestando quem Ele é, e o que espera de Moisés.

Numa montanha, Deus dá a Moisés sua missão “liberta o meu povo”, encoraja ele a ir “eu estarei contigo”, manifesta o seu Nome “Eu Sou quem Sou”, indica que o que Moisés tem é suficiente para cumprir a missão “a vara... a mão no peito... água que se converte em sangue”, e até ajuda nas fraquezas do Moisés “Arão vai te acompanhar”.

Deus chama a quem Ele quer para cumprir a sua missão, na nossa vida podemos ver como Ele nos direcionou até aqui, e faríamos bem em atender as palavras que o próprio Moisés escreveu no seu Salmo:

“Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios.” (Salmos 90:12)
Veja o direcionamento de Deus na sua vida. Moisés foi livre da morte duas vezes, criado em duas culturas diferentes, teve uma desconstrução da sua vida no deserto, e dos retalhos Deus formou um homem segundo o Seu propósito: um homem manso, que liderou um povo pelo deserto por mais quarenta anos, ouvindo suas queixas contra Deus, suportando a rebelião e a obstinação dos corações de mais de 600.000 homens (sem contar mulheres e crianças), ensinando-os a cumprir a Lei de Deus, e preparando Josué para liderar o povo e possuir a terra de Canaã.

Se vier até nós a pergunta: Como eu sei o que Deus quer comigo? Olhe para trás, veja sua história, veja como Deus preservou sua vida até hoje. Pare e pense um pouco sobre sua caminhada com Deus. Ore e reflita, leia a Bíblia, você terá a resposta.


Que Deus abençoe você!

miércoles, 31 de diciembre de 2014

Esperança na Virada?


Todos sonhamos com um futuro melhor. Daí que muitos usem o momento da Virada do Ano como sinal de mudanças na vida. Toda essa agitação do Réveillon é compreensível em pessoas que não colocam sua esperança em Cristo.

É contraditório para um cristão pensar que o próximo Ano vai trazer mudanças per si quando a Bíblia é clara ao afirmar que não podemos nem sequer tentar mudar a nossa estatura se não for uma prioridade para o Reino de Deus (Mateus 6.25-33). Não é uma apologia ao descaso e a preguiça, senão um apelo ao descanso de saber que a Vontade do Senhor prevalece sobre o pensamento humano, e que devemos buscar aquilo que seja segundo o Seu coração.

Isaltino Gomes Filho diz que esse desejo de mudança vem “porque necessitamos de esperança. Porque gostaríamos de começar tudo de novo, corrigindo os erros que cometemos, evitando as injustiças que sofremos, superando as dores que tivemos. [...] Precisamos sonhar que as coisas melhorarão. Precisamos pensar que tudo será diferente e que, no movimento do relógio, tudo de ruim estará afastado e tudo de bom nos será trazido.” E temos que concordar com ele, porque o que mais precisamos é de sermos responsáveis pelos próprios atos. Embora seja difícil de engolir, às vezes teremos que colher o que semeamos, e reconstruir as nossas vidas com um coração quebrantado, mas disposto a se render ao Senhorio de Cristo. Nada muda com bons desejos, e é ali onde os falsos teólogos erram dizendo que declarando as bênçãos farão que elas venham até nós. Uma vida regenerada e submetida a Cristo é abençoada por Deus (Efésios 1.3). Nada vem pela mágica.

Quer mudar no próximo ano? Quer dar uma virada na vida? Vamos começar mudando as nossas atitudes, e o nosso compromisso com Deus e Sua Obra, com o Evangelho de Cristo e o mundo que se perde. Vamos começar saindo da nossa área de conforto, e vamos abrir as portas do nosso coração e das nossas casas àquilo que o Senhor quer fazer neste 2015.

Mas para que algo sobrenatural aconteça na sua vida, eu convido você a não ser mais espectador, e sim um participante da Glória de Deus. Não fique na arquibancada dando palpites de como deveria ser ou agir a Igreja, venha participar com a gente; arregace as mangas da camisa e se envolva com as pessoas, fale de Cristo, faça obra de evangelista, cuide dos outros.

Vamos mudar, não porque a virada do ano se aproxima, senão porque devemos refletir o caráter do Pai, e sermos aquela Noiva que Cristo o Senhor vem buscar logo.

“Pois assim diz o Senhor à casa de Israel: Buscai-me, e vivei.” (Amós 5:4)

Como família, desejamos a toda a Igreja um Feliz Ano Novo de 2015, e que Deus continue abençoando sua vida!

martes, 23 de diciembre de 2014

A Paz de Cristo

A vida é uma jornada de lutas e dificuldades, e da mesma forma, é um tempo de crescimento e felicidade.
Como é possível que possamos ter paz com semelhante contradição? Porque a Paz de Deus vem até nós, e não nasce do nosso coração.

Quando Jesus falou que Ele nos daria da Sua Paz, e que não seria igual àquela que o mundo poderia oferecer (João 14:27), estabeleceu uma distinção entre o que é viver neste mundo sob o senhorio de Cristo e o sistema do mundo.

A Paz de Cristo vem como resultado de sermos filhos de Deus (Romanos 5:1). Isso já é diferente para aqueles que não desfrutam de um relacionamento com o Pai (Isaías 48:22). A Paz de Cristo está acima da nossa compreensão, porque vem de Deus e não é nossa, e ela guarda os nossos corações e pensamentos do afã e da ansiedade em Cristo (Filipenses 4:6,7). A Paz de Cristo está presente no relacionamento com o meu irmão, quando o vejo além das nossas diferenças, e reconheço que ele também é herdeiro de Deus, juntamente comigo (Efésios 2:13-18).

Jesus nunca prometeu nos afastar dos problemas, de fato eles vem, mas, porque temos a paz de Cristo, podemos descansar na Sua Soberania e Graça, sabendo que Ele nos guiará inclusive quando as nossas forças fraquejam.

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. (Salmos 23:4)

O “tsalmâveth” (sombra da morte) é a palavra mais forte no hebraico para se referir às trevas, pode ser traduzido como “sombras muito profundas” ou “trevas espessas”. No texto acima citado do Salmo 23, vemos que Deus nos guia, mesmo através da escuridão mais densa que possamos atravessar na vida. E podemos ter o seu consolo nessas horas de aflição.

Confiar em Deus deve ser o estilo de vida do crente. Depender da Sua graça para vencer cada dia, e experimentar essa Paz que Ele já nos deu como presente. Não duvide do Seu cuidado bondoso, mesmo nos dias mais difíceis, Ele cuida de nós.


Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias. (Salmos 23:6)
Que Deus abençoe você!

martes, 14 de octubre de 2014

O perigo do Ódio

A Bíblia é clara com relação ao ódio. Basicamente ela diz que aquele que odeia ao seu irmão é um assassino (1 João) e que Deus aborrece àquele que semeia discórdia entre seus irmãos (Provérbios).

Sempre foi contrário aos discursos qe criam polarizar a platéia por questões políticas, econômicas, étnicas e sociais. Incluindo no quesito da fé (embora não abro mão sobre a singularidade do Cristianismo) a diversidade de pensamento deve ser discutida num ambiente de respeito e consideração.

Sei que o Brasil está num período de Campanha Eleitoral, e sempre há entre os candidatos o intuito de desmerecer o outro, mostrando fatos verdadeiros, e exagerando outros. Entre eles isso é normal, e até esperado entre os eleitores. Nas propagandas eleitorais, vemos como vão falando mais dos outros do que nas suas propostas. O que pode deixar o eleitor preocupado, será que no dia da eleição vai votar pelo melhor, ou no menos ruim para a nação? Isso é um grande dilema.

Há muitos anos, fui para o Congresso do meu país, o Capitólio, caminhando junto com o meu pai vi vários Deputados de partidos opostos conversando tranquilamente. Olhei para o meu pai pedindo uma explicação, e a resposta dele foi, mais ou menos, assim:
Eles lutam pelos seus ideiais, porém, fora do Congresso, muitos deles são amigos, embora pensem diferente.
 Grande verdade, inclusive hoje, num país tão polarizado como a Venezuela, muitos Deputados do Governo e da Oposição são amigos embora mantenham as diferenças.

Se você pensa que isso não acontece em outro país, e é só um fato venezuelano, se engana.

O mais triste de tudo é que cristãos, que pregam o amor de Deus e ao próximo, façam parte dessa polarização, e adotem o discurso de "nós contra eles". Nada mais fora do contexto bíblico, e que é um pecado que atenta a unidade da Igreja como Corpo de Cristo. É claro que podemos pensar diferentes - no final das contas somos seres pensantes e livres - porém, as nossas diferenças não devem ser maiores do que Aquilo que nos une: o Deus que nos salvou e resgatou.

Você quer fazer Campanha pelo seu candidato? Faça com liberalidade e com espírito proselitista, mas nunca criando contenda e divisão. Isso é pecado. Pense várias vezes antes de postar sobre o seu pensamento político, as vezes, es melhor assegurar as ideias antes do que ferir ao outro.

Que Deus abençoe o Brasil! E que possamos ver mais uma vez uma Jornada Eleitoral que seja de exemplo ao mundo.

PS: Pelo fato de ser estrangeiro, não posso exercer o Direito ao Voto.

miércoles, 17 de septiembre de 2014

Natã, e a ousadia de ser diferente!

Natã foi um homem de Deus extraordinário, esquecido por muitos, ele foi um dos profetas da Corte durante o reinado de Davi. Amigo e conselhero, nunca deixou que a amizade com o Rei fosse um problema na hora de cumprir sua vocação como voz de Deus para o Rei.

Quando Davi teve a ideia de construir o templo, Natã apoiou a ideia, visto que o argumento do Rei era certo: "Eis que eu moro numa casa de cedro, enquanto que a arca de Deus dentro de uma tenda" (2 Samuel 7.2). O tabernáculo já estava velho por causa dos anos de serviço, e já Israel estabelecido na terra, e o reino confirmado, não precisava ser mais carrregado pelos levitas.

Porém, a vontade de Deus era outra, e assim manifestou o seu conselho a Natã, quem não teve reparos em falar para Davi que não seria ele quem construiria o Templo, mas o seu filho.

Depois, quando Davi adulterou com a Bate-Seba, e tudo o que veio para cobrir o fato com o posterior assassinato do marido dela, quem foi o chamado por Deus para confrontar o Rei? Natã foi o homem, quem não duvidou em encarar Davi pelo seus atos.

Então disse Natã a Davi: Esse homem és tu! [...] Por que desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o heteu, mataste à espada, e a sua mulher tomaste para ser tua mulher; sim, a ele mataste com a espada dos amonitas. (2 Samuel 12:7-9)
Acontecimentos bons também foram anunciados pelo profeta, o estabelecimento da monarquia, o nascimento e unção de Salomão como rei sucessor de Israel teve Natã como protagonista (2 Samuel 7 - 1 Reis 1). Não foi o único profeta que estava dentro do Palácio, mas ganhou destaque entre todos.

Sabemos que o papel da Igreja é anunciar proféticamente a Palavra de Deus ao mundo, confrontando o pecado e mostrando a redenção que há em Deus por meio de Cristo. Se quisermos ser agentes de mudança, precisamos entender que sempre estaremos como opositores ao sistema do mundo, e não devemos ter medo de denunciar o que precisa ser mudado dentro da nossa sociedade (uma leitura apurada dos Profetas pode nos ajudar nisto), e também devemos nos alegrar como os acertos que acontecem, porque também desfrutamos dos benefícios, e Deus é louvado nisso!

Por isso pense, é importante que não esqueçamos da nossa vocação. Como Igreja, continuemos orando pelos nossos governantes assim como está escrito (1 Timóteo 2.1-3), porém, se há algo para ser dito, não calemos! A Palavra de Deus nos encoraja a participar ativamente na sociedade, sem tomar partido pelas ideologias deste mundo.

Que Deus seja Glorificado na nossa vida!

viernes, 12 de septiembre de 2014

Felicidade!

Sempre ouvimos ou lemos histórias que são trágicas. Os noticiários estão cheios de escândalos, roubos, mortes e outras informações que criam desconforto e incomodam a quem assiste. Porém, existe em nós o desejo de querer saber sobre isso porque - penso eu - que assim vem ao nosso pensamento a ideia que "eu estou melhor do que eles", o que nos torna faltos de sensibilidade e de empatia com aquele que sofre.

Sei que todos queremos ter felicidade, desejamos ter uma vida com o mínimo de sofrimento, queremos que ninguém nos magoe. Mas, sabemos que a realidade é exatamente o contrário, e o que é pior, nós também nos tornamos agentes de mágoa e dor para outros.

Pensemos por um momento, se o propósito da nossa existência é ser feliz, por que não pensamos na felicidade do outro? Se algo nós temos que aprender com Deus, a Trindade, e o próprio Jesus aqui na terra é que o sentido pleno da felicidade está quando o outro está contente e cheio do amor que nós damos sem esperar nada em troca!

Procuremos a felicidade, primeiramente no outro. Dar um abraço, um aperto de mãos, ligar àquela pessoa distante, uma carta ou e-mail, uma visita com um bolo, um café, algum gesto de amor e carinho pelo próximo. Com certeza o sorriso, a gratidão, o sentimento de amor que vai florecer como uma fonte no outro será melhor que qualquer quantia de dinheiro que você possa obter neste mundo!

Amemos, e que a sensibilidade e empatia voltem a renascer no nosso coração!

Que Deus te abençoe!

viernes, 5 de septiembre de 2014

Obedecer a Deus não é politicamente correto!



Nosso mundo Ocidental está vivendo uma etapa de uniformizar o pensamento: se você pensa diferente do que a “maioria qualificada”, você corre o risco de ser chamado de “intolerante”, “pessoa fechada”, “arcaico” ou “troglodita”.

Nessa linha de pensamento, vemos como uma maioria da população brasileira é contrária ao casamento gay (Ibope 04/09/2014), e mesmo assim a pressão de políticos e da mídia dá a idéia que não é verdade. É a imposição dos poderosos sobre a população, a ditadura de pensamento, como um preparo da vinda do Anticristo e o fim da nossa história.

Na época dos apóstolos, os saduceus e fariseus tinham o controle da religião judaica. Os primeiros tomavam conta dos nobres e do sacerdócio, e os segundos sobre o povo em geral. Embora com teologias diferenciadas sobre vários assuntos, mantiveram um relacionamento de respeito e respeitavam os limites dos outros: afinal, todos precisavam ir ao Templo nas festas (saduceus) e a leitura da Lei acontecia todo sábado nas sinagogas (fariseus)

Quando Jesus veio esse equilíbrio se rompeu. As pessoas seguiam alguém diferente, com uma mensagem que não obedecia aos padrões de pensamento dos religiosos de plantão (Mateus 7.28,29). E a autoridade de Jesus não somente fez que as pessoas tivessem um encontro verdadeiro com o Pai, também fez com que o poder dos fariseus e os saduceus se abalassem. Daí as diversas tentativas de acabar com a vida de Jesus, e até se uniram para conspirar em conjunto. 

Com a morte, ressurreição e posterior ascensão aos céus, a jornada continuava para os discípulos. Agora, como uma comunidade de crentes em Jerusalém, começaram em Pentecostes uma revolução que continuava o ministério de Jesus, só que agora, com a autoridade delegada de Cristo (Mateus 28.19,20) e a presença do Espírito Santo sobre eles (Atos 1.8). Os mesmos religiosos que combateram Jesus lutaram contra a Igreja. E vamos prestar atenção numa conversa entre os líderes religiosos e a dupla Pedro-João:


E tendo-os trazido, os apresentaram ao sinédrio. E o sumo sacerdote os interrogou, dizendo: Não vos admoestamos expressamente que não ensinásseis nesse nome? e eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro;  (Atos 5:27-30)


Era a segunda vez que foram advertidos a não falar de Jesus, na primeira vez foi quando o paralítico que estava sempre na porta do Templo por mais de 40 anos foi curado. Nesta vez foi por causa dos sinais e milagres, e porque a Igreja já tinha mais de 4.000 membros!

A advertência dos sacerdotes é a mesma que acontece hoje:

- Não falamos para você não falar mais do seu fanatismo aos seus amigos? Vai ficar sozinho!
- Não dizemos a você que a fé é pessoal? Para  de falar como se você fosse o dono da verdade!
- Até quando você vai continuar falando dessa religião? Eu vou te excluir da minha rede social?
- Se continuar falando da tua fé na sala de aula, vamos ter que tomar medidas disciplinarias por incitação ao preconceito.
- Deus é o mesmo, não importando a religião nem a fé, para de falar bobagem!

Ninguém quer ouvir que está errado, e hoje muito menos. As palavras dos sacerdotes obedeciam à idéia de intimidar os discípulos para que deixassem de falar. Membros suficientes já tinham, conhecidos pela sociedade pelas boas ações e pelo amor entre eles. Eram virtuosos e legais. Para que continuar pregando? Para que continuar querendo que o mundo continuasse sabendo que Jesus morreu?

Por que alterar o establishment da sociedade? Fazendo parte dela se contribui ao enriquecimento cultural, lutar para que as pessoas migrem de crença é romper a convivência e a harmonia entre os semelhantes. Uma sociedade madura é aquela que aprende a viver na diversidade e no respeito do pensamento do outro. Os discípulos estavam contra isso. E para dar a cereja ao bolo, se continuassem falando de Jesus e da sua morte ao povo, todos entenderiam que os líderes religiosos tiveram parte nisso.

Eles queriam que uma mão lavasse a outra. “Vocês nos ajudam a que o povo não se lembre da morte de Cristo, e nós garantimos plena liberdade de culto com os membros que vocês têm”.

Não parece um pouco semelhante com o pensamento de hoje?

O que todos tem a ver com a morte de Cristo na cruz? Por que o mundo se importa tanto em que a Igreja se esqueça do sacrifício expiatório de Jesus?

Simples, na cruz está a nossa separação do mundo, ou como Paulo falou:


Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. (Gálatas 6:14)

A cruz deve ser o tema da nossa pregação


Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho; não em sabedoria de palavras, para não se tornar vã a cruz de Cristo. Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria o entendimento dos entendidos. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que crêem. Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos, (1 Coríntios 1:17-23)

Pela cruz fomos reconciliados com Deus.


Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade; (Efésios 2:13-16)

E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus. e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz. (Colossenses 1:20; 2:13-15)

A resposta de Pedro é impressionante:

“Nós não vamos entrar nesse jogo”. Vamos obedecer a Deus antes do que aos homens. 

Uma resposta que demonstra o quanto Pedro estava disposto a assumir o risco de seguir a Jesus a pesar das pressões dos setores mais poderosos da sociedade. Pedro não se limitou a ficar calado, ele confrontou os seus adversários apelando ao evidente: Deus é maior do que qualquer outro ser que se interponha na proclamação do Evangelho.

E Pedro volta a enfatizar a morte de Cristo na cruz como centro do debate de idéias entre eles e os sacerdotes: aceitem que vocês entraram em acordo para matá-lo, mas Deus o ressuscitou e agora está na direita do Pai como Deus e Salvador.

E aqui vem a beleza do finale do discurso de Pedro:


E nós somos testemunhas destas coisas, e bem assim o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem. (Atos 5:32)

Não tem como negar aquilo que é real. E se nós não fomos testemunhas, temos o Espírito Santo dado por Deus a todos os que crêem.

Que maravilha!

Se o mundo precisa de Deus, a Igreja precisa resgatar Deus no discurso, a suficiência da Cruz, e uma vida de ousadia na proclamação do Evangelho.

Não pense que as pessoas vão crer num Deus morto, somos nós os que vamos manifestar ao mundo a certeza da vida de Deus em nós, Seu eterno Poder e Bondade para com aqueles que o invocam.

Seja uma testemunha fiel da sua experiência de conversão!

Viva para Glória de Deus.

viernes, 5 de julio de 2013

Tempos de Mudanças!



Vários avivamentos na história aconteceram num tempo em que a imoralidade estava em alta, a corrupção fazia parte do cotidiano, e as pessoas esqueceram-se de Deus de uma forma absurda. As Igrejas, por outro lado, estavam em decadência espiritual, com frieza as pessoas olhavam para o outro e não se importavam pelo pobre ou pelas injustiças da sociedade. O rancor e as contendas faziam parte da liturgia, junto com os louvores e as pregações; apelos missionários eram somente para os rejeitados, e o ministério era desvalorizado ao ponto de ser enxergado como profissão e não como vocação.
Muitas revoltas nas ruas, pessoas clamando por justiça, igualdade social, melhoras nas condições de vida, saúde, educação, e muitos outros direitos esmagados pelos poderosos.
Razão tem o Pregador quando fala que “nada há que seja novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1.9).
Hoje vemos pessoas querendo mudanças, tanto dentro como fora do Brasil. Na verdade o mundo está sendo convulsionado pelo desejo de muitos quererem algo além do cotidiano: brigam pelas passagens de ônibus, pelas leis, pelos governantes, pelos cachorros do vizinho, pela Floresta Amazônica, e a lista vai “até o infinito, e além”.
Todos querem que as mudanças aconteçam, mas poderíamos perder o foco se não mergulhamos na raiz dos problemas: o coração humano.
Se quisermos ver mudanças no cenário político, jurídico e social do nosso Brasil têm que pensar em mudançasno nosso viver. A mudança do coração, a regeneração que a Bíblia fala, o novo nascimento que Jesus falou para Nicodemos, hoje é tão preciso como ontem. Quando a Igreja se levantar como a sociedade de Deus as coisas começam a mudar. Se a Igreja se preocupar pelo pobre, pelo necessitado; quando ela luta pelo direito do oprimido sem usar bandeira política nenhuma, então podemos ver as mudanças na sociedade.
A Igreja é chamada a serem sal e luz do mundo, não a vestir a camisa da politicagem, nem a apoiar políticos. Temos um chamado ainda mais sublime: ser o representante do Reino de Deus na Terra. Aproveitemos este tempo para compartilhar a solução ao problema do coração humano: uma vida de arrependimento e temor de Deus, quebrantado aos pés da cruz, deixando de lado o pecado, e vivendo a vida amando a Deus e ao próximo.
Você é livre para marchar e protestar, no entanto, saiba que as maiores mudanças acontecem no coração, e que você, como cidadão do Reino, pode fazer muito mais do que isso. Seja responsável com sua nação, e com o Deus que te chamou a iluminar esta sociedade com seu amor.
Os profetas criticaram os pecados sociais da nação de Israel, mas eles NUNCA apoiaram mudanças políticas, eles chamavam ao arrependimento, ao estabelecimento da justiça de Deus nos corações dos homens, começando pelo Rei e os sacerdotes, e chegando a TODOS. Por quanto todos pecaram (Romanos 3.23), não seja enganado pelos “profetas” que chamam ao povo a marchar como se isso resolvesse todos os problemas, contando a metade da história. Lute pela mudança nos corações dos brasileiros.
Façamos deste tempo um tempo de Deus, poderia estar perto demais de um mover de Deus na sociedade brasileira por causa do clamor das pessoas. Que estejamos prontos para fazer deste tempo um momento histórico inesquecível.
Que Deus abençoe Brasil!